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Liderança assumida pelo cão

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Liderança assumida pelo cão

Mensagem  floijdt em Qua 7 Jan 2009 - 5:17

"Boa noite,

Passo então a colocar a minha questão.
Há cerca de 2 meses que tenho uma bulldog francesa - a Lua - que nasceu a 9 de Abril deste ano. Temo-nos dado lindamente apesar das traquinices próprias da idade, sobretudo roer, embora cada vez menos. No entanto existem duas atitudes dela que me preocupam. Uma é de por vezes rosnar quando as minhas filhas pegam nela tendo mesmo já mordido uma delas. Quando o faz leva uma palmada e parece-me que tem resultado porque tem vindo a diminuir a frequencia das rosnadelas. Será que estou no bom caminho?
Outra situação: quando os meus pais trazem cá a casa o cocker spaniel inglês - Bago - de 12 anos, nas brincadeiras ela tenta sempre pôr a pata em cima dele e chegar com os dentes às bochechas dele. Ora o Bago que sempre foi um doce de cão não gosta e rosna-lhe mas ela nunca se fica e tenta voltar à brincadeira. Acontece que já por duas ou três vezes que entraram em brigas feias em que ela com os seus finos dentes deixou o Bago a sangrar. Sem gravidade mas sangrou. Fico sempre surpreendida com ele pois não lhe conhecia a faceta de brigão. Ela é chata, que é, porque nunca o larga e fica de volta dele sem nunca se cansar sempre a rosnar, apesar de parecer um rosnar de brincadeira, mas há alguma hipotese de corrigir esta situação? Estou especialmente preocupada com esta situação porque daqui a 2 semanas vem cá para casa uma retriever labrador de 10 semanas e tenho medo que a Lua não a aceite bem devido a esta atitude de querer sempre "ficar por cima" nas brincadeiras e a brigar sério se for caso disso. Para já não falar das rosnadelas ás minhas filhas (apesar de vir a diminuir este comportamento). Acha que é de ficar preocupada? Já consultei um adestrador de cães que depois de estar com ela lhe fazer alguns testes sozinha e junto de um rottweiller da escola dele disse-me que ela não era agressiva mas que tinha um caracter forte. Não tive mais oportunidade de voltar a falar com ele por isso ficava muito agradecida se me pudesse dar alguns conselhos para tornar a vinda da nova inquilina da minha casa o mais pacifica possivel? Será que ajuda o primeiro encontro das duas ser em território neutro em vez de ser na minha casa?

Antecipadamente agradeço,

Os meus cumprimentos,
Maria

P.s. A Lua tem-se portado lindamente com o que temos treinado através do curso online do azuljasmem. Pena que tenha acabado

________________________________________________________________________________

Boa tarde Maria:

Os dados que me dá são escassos pois podem haver várias condicionantes para o tipo de comportamento que a sua Lua apresenta. Mas vamos tentar fazer um diagnóstico, o mais rigoroso possível sempre condicionado pelos poucos elementos que possuímos:

Comportamento em relação às suas filhas – Os cães, sejam eles de que raça forem, não gostam muito de ser abraçados nem que os peguem ao colo. Toleram que o mesmo seja feito pelo elemento Alfa da família mas o mesmo poderá não acontecer com os elementos Beta, principalmente se o cão tiver características de cão dominante. Portanto, faz bem em a castigar, na altura do acto, com a finalidade de lhe baixar o nível hierárquico, e deve dizer às suas filhas que evitem pegar nela e a abraçar, elas têm que ter consciência que um cão não é um peluche, como tal não podem pegar nele da mesma forma que pegam num boneco. Também temos a condicionante da idade: A Lua é uma cachorra com 4 meses e é por volta desta idade que ela se tenta impor como líder da sua matilha humana.

Comportamento em relação ao cão forasteiro – A sua cadela só está a satisfazer os seus instintos naturais ao proteger um recurso: o território. Devido ao temperamento protector dela, todas as visitas, principalmente as visitas de elementos da sua própria espécie, são potenciais invasores, como tal têm que ser afastadas nem que para isso tenha que recorrer à luta, pois o funcionamento básico do seu cérebro leva-a a colocar em primeiro lugar a segurança dos elementos da sua matilha.

A correcção deste problema não é fácil e passa pela imposição dos donos como elementos alfa dando-lhe a entender que não é necessário que ela defenda o território uma vez que essa tarefa deixou de lhe pertencer. Para isso há uma série de atitudes que os donos têm que tomar tais como: impor autoridade em todos os momentos; premiar as condutas positivas e castigar as negativas; não a deixar andar à frente dos donos nem entrar em compartimentos em primeiro lugar, etc.

Comportamento em relação ao cão que vai entrar para a matilha – Depois de executar o trabalho de mudança hierárquica será muito mais fácil o controlo e a aceitação do novo cão. Uma vez que o cão que vai entrar é mais novo, é natural que entre eles se estabeleça uma organização social estável: a Lua dominante e o labrador subordinado. Esse estabelecimento de hierarquia é estabelecido entre eles e não deve haver intervenção por parte do dono.

Faço votos para que estes meus conselhos surtam efeito, de qualquer modo se alguma coisa correr mal, estou disponível para me deslocar a sua casa e tentar ajudar a resolver esses problemas.

Esteja atenta ao site do Centro Canino de Vale de Lobos pois em breve vamos disponibilizar um Curso On-line Completo, estruturado e esquematizado, de Adestramento com Clicker.

Um abraço

Sílvio Pereira


Boa tarde,
Para quem não sabe, e agora sei que foi um erro, por força de algumas circunstancias a nova cachorra (com oito semanas veio mais cedo para nossa casa).
A Lua quando está nas horas de maior hiperactividade continua a provocar a nova inquilina, tenta colocar-lhe a pata em cima, agarrar-lhe as orelhas e a rosnar numa atitude de provocação. Enquanto a Nikita (a nova inquilina) umas vezes rosna-lhe outras ignora-a. Uma ou outra vez pegaram-se (quando a Nikita consegue chegar às bochechas da Luna ainda que com esta por cima) mas eu ralho e a Lua olha para mim e deixa-a por breves momentos. Volta à carga, eu volto a ralhar. E acaba por desistir. Pelo menos por alguns instantes. Também quando a Nikita encontra um pauzinho ou qualquer outro brinquedo para brincar, a Lua quer logo roubar-lhe. Será que devo interferir nestas situações? E faço bem em ralhar quando ela tenta importunar a Nikita? Sei que o Sr. Silvio aconselhou-me a afasta-las por algum tempo até a Lua aprender qual é o seu lugar. Mas hoje, dia de folga, deixei-as ir ao jardim juntamente com a familia bem como estarem um pouco na sala (onde adormeceram).

Cumprimentos,
Maria


Só mais uma questão: acha(m) que a esterilização das cadelas pode ter algum beneficio nestes casos? E se sim, em que idade deverá ser feita? É que consultei alguns sites. Nuns dizem que é mais benéfico antes dos oitos meses. Num outro li que nas cadelas não deve ser feito antes dos dois ou dois anos e meio. Será que me sabem explicar a razão de haver esta divergencia de opiniões em relação às femeas? É que para os machos pareceu-me serem mais consensuais afirmando que feito antes dos oito meses na maioria tornam-se muito mais calmos do que se for efectuado depois. Do que li também percebi que não resulta em 100% dos casos mas que na maioria tem efeitos positivos. com as cadelas, passa-se o mesmo?

Maria


"As fêmeas esterilizadas deixam de exibir o comportamento típico do cio. Pode passeá-la sem qualquer tipo de restrição nem medo. Contudo, as que têm um comportamento dominante, se não forem convenientemente disciplinadas, podem ficar mais agressivas após a castração." Isto pode ser verdade?

Maria


Para responder à sua dúvida vou transcrever um extrato de um artigo que escrevi para a Revista "Cães & Companhia" e que irá sair na revista de Outubro. Entretanto convido-a a consultar as revistas de Agosto, Setembro e Outubro onde dedico um conjunto de 3 artigos todos relacionados com a Agressividade Canina.

"Agressividade por complexo de controlo ou agressividade por dominância



Diagnóstico



A agressão pode ser desencadeada para com qualquer pessoa que estabeleça uma interacção com o cão, mas é mais frequente para com membros da família, amigos, ou vizinhos que tenham uma relação estreita com o animal.

Este tipo de agressividade é mais frequente em machos não castrados e em muito menos situações em fêmeas castradas. Pode desenvolver-se em qualquer idade mas é mais frequente entre o primeiro e o terceiro ano.

As situações que desencadeiam esta conduta são bastante previsíveis, sobretudo aquelas em que se entra em competição com o cão e se coloca em jogo algum recurso (comida por exemplo) ou se ordena ao cão que faça algo que ele não queira.



Tratamento



O Tratamento desta doença inclui duas acções que em conjunto ajudam a resolver este problema: a castração e o adestramento em obediência.

A castração é recomendada em machos para diminuir o mais possível o nível de agressividade influenciado pelas hormonas, mas está contra-indicado em fêmeas, sempre e quando a conduta não está directamente relacionada com o período estral ou maternal.

O adestramento deve ser direccionado à sistemática recompensa de condutas de submissão, sem castigos, uma vez que estes desencadeiam agressividade. O que queremos é reforçar a obediência do animal, portanto podemos começar a ensinar-lhe uma ordem básica, como “senta-te” e fazer com que ele cumpra a ordem sempre que queira obter algo como festas ou comida. Todas as pessoas que convivem com ele têm que ter uma postura idêntica e devem evitar, no possível, as situações de risco que são as que desencadeiam a conduta a fim de evitar uma possível actuação errada.
É aconselhável também o acompanhamento médico que sugerirá a administração de fármacos específicos que, ao diminuírem a ansiedade, ajudarão o trabalho de adestramento. Atenção – Não existe nenhum fármaco anti-agressividade."

Sílvio Pereira
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Re: Liderança assumida pelo cão

Mensagem  Erika Rocha em Qua 28 Jan 2009 - 6:35

Olá amigos,
Donos que costumam mimar demais seus animais de estimação, acabam por terem sérios problemas e o principal deles é a dominância do cão e o dono não consegue se fazer líder da sua matilha.
As maneiras mais corretas de estabelecer uma hierarquia dentro de casa é:
-corrigindo o cão, no ato de sua ação indesejada;
-não deixar que o cão ande na sua frente nos passeios e conduza a caminhada;
Tem algumas pessoas, como o especialista em comportamento canino, César Millan, que fala que cães muito dominantes, que rosnan em mordem seus donos e pessoas próximas, precisam ser dominados como os cães e lobos fazem na natureza: o dominante faz o subordinado deitar no chão até que ele se acalme e dê por encerrada a "briga". César ensina como fazer esse procedimento: segurar o cão pelo pescoço na parte dorsal forçando-o se deitar.
Não sei se vocês já assistiram o programa e as técnicas que o César usa. Vocês concordam com essas técnicas? Quais as maneiras mais eficientes de mostrar ao cão que somos seu líder?
Aqui está um link do programa em espanhol, mas nesse programa ele mostra como controlar um cão agressivo.
http://br.youtube.com/watch?v=e06CRmoIjE0
Gostaria do comentário de vocês!
Obrigada!
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Re: Liderança assumida pelo cão

Mensagem  floijdt em Dom 1 Fev 2009 - 2:28

Os métodos utilizados por esse treinador para resolver problemas comportamentais são no mínimo arcaicos, desprovidos de qualquer senso e vão contra o princípio base de resolução de agressividade incontrolada e desproporcionada: nunca utilizar o castigo para resolver problemas de agressão.
Aliás, os métodos deste treinador são criticados em todos os fóruns mundiais que debatem esta temática. Um dos grandes erros que lhe é apontado é o facto de utilizar o mesmo método e o mesmo modus operandi para todos os cães e em qualquer situação. Isso revela a sua fragilidade de conhecimentos e a sua curta visão em relação ao fenómeno do comportamento canino.
Nota-se no vídeo que o cão que ele está a corrigir é um jovem pit bull de pouco mais de um ano, porque se fosse um possante cão adulto cheio de agressividade reforçada noutras experiências anteriores, ele de certeza não faria o que fez.
Este é o exemplo de tudo aquilo que não se deve fazer numa situação de agressividade por complexo de controlo.
Nós nunca podemos competir com os cães pela dominância da mesma forma que fazem os lobos, por dois motivos fundamentais:

1º Não pertencemos à mesma espécie, como tal nunca poderemos ser o alfa da matilha devemos sim liderar todo o grupo como o Super-alfa, acima do alfa.
2º Não podemos utilizar as mesmas ferramentas que eles (os dentes) pois aí estamos em clara desvantagem.

Como é que podemos então resolver estes problemas? Utilizar aquilo que eles não têm: inteligência aliada à subtileza e aos conhecimentos que já temos sobre a maneira de resolver estes e outros problemas apresentados pela espécie canina.
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Re: Liderança assumida pelo cão

Mensagem  dogwise em Dom 13 Dez 2009 - 13:01

Boa Noite

Concordo com o que foi dito sobre os metodos desse "treinador de caes" mas nao estou familiarizado com o termo "super-alfa"

O que é exactamente o "super-alfa" ... ??

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Re: Liderança assumida pelo cão

Mensagem  floijdt em Dom 13 Dez 2009 - 13:18

Para responder à sua questão, solicito que leia o seguinte artigo, publicado no Blogue do Departamento de Divulgação do CCVL. Este é o endereço do site:

http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/09/relao-com-espcie-humana.html
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Re: Liderança assumida pelo cão

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