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Equívocos de Líderança I

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Equívocos de Líderança I

Mensagem  floijdt em Qui 8 Jan 2009 - 3:50

olá! eu tenho um labrador retrevier com 5 meses e bem ele está naquela fase de roer tudo quanto ao feitio dele eu estou um bocadito receosa, ele dá-se lindamente com estranhos, com outros cães gosta de marcar território às vezes até é um bocado medricas , mas por exemplo quando eu digo que não me pode morder (aquelas brincadeiras que aleijam a sério) e que não pode fazer qualquer coisa ele começa a ladrar. Ele é muito meigo, dá muitos mimos, mas quando houve um não daqueles mesmo xateados, põe-se a ripostar ladrando. Será que deverei pô-lo numa escola ou será que posso adestrá-lo em casa? assim era economicamente mais viável.
Cumprimentos:

Rute
_________________________________________

olá! o meu wally (labrador) de 5 meses, tem uma relação muito saudável com a comida, eu deixo a medida de comida que ele deve comer por dia no comedouro o dia inteiro ele raciona, ou seja não a come de uma vez só, e posso fazer-lhe festas tudo que ele não faz nada, aliás o meu cão é o único cão que conheço que come e bebe deitado, ele deita-se a beira do comedouro e bebedouro e pronto.. , porém ele rosna quando eu lhe dou uma palmada simbólica no focinho quando ele me "morde" (aquela mordidelas que são pura brincadeira mas aleijam!) e quando agarra na minha roupa (eu estando com ela vestida) e eu lhe quero tirar pois estraga a roupa, já tenho varias camisolas e calças roidas.. que faço?

Rute
________________________________________

Rute:

problema que existe na vossa relação de amizade é só um: Equívocos de Liderança.

O seu cão não sabe quem manda. Como a sua organização social é muito estruturada e baseada em conceitos hierárquicos, não tendo referências de liderança por parte do elemento humano da relação, é ele que tenta assumir o vértice da pirâmide hierárquica.

Não me vou agora alongar mais em considerações ou conselhos, vou só fazer-lhe algumas perguntas que agradecia que me respondesse:

-Qual é a sua idade?
-Qual a sua experiência anterior com cães?
-Com que idade foi buscar o cão ao criador?
-Quanto tempo passa por dia com o cão?
-Quantas pessoas compõem o seu agregado familiar e se todas têm um contacto efectivo e frequente com o cão? E de que maneira? Também aceitam as disputas de liderança com o cão ou são mais duros não permitindo essas manifestações agonísticas?
-Em termos sociais, é um cão que sempre teve contacto com pessoas e outros animais, ou não?

Agradecia que respondesse a estas perguntas com a brevidade possível, para a poder ajudar. (não se esqueça de se identificar).

Sílvio Pereira
_______________________________________

Olá Silvio!
Respondendo as suas perguntas:

- Tenho 21 anos, e sempre estive rodeada de caes, mas nunca tive que educar nenhum, vivo numa quinta cheia de rafeirinhos a solta, infelizmente é um depósito de animais abandonados que nos aparecem lá, tive um husky mas já vinha educado, daí que o wally seja como o meu primeiro cão.

- O wally saiu do criador com quase tres meses.

- Neste momento passo todo o dia com ele , pois estou de férias, mas o normal é só estar com ele ao fim de semana (infelizmente..), queria levá-lo para onde estudo mas estou num apartamento..

- Somos 4 pessoas (os meus pais e o meu irmão de 7 anos), pode-se dizer que têm contacto efectivo na medida que estão com ele todos os dias mas normalmente so a partir do final da tarde.. durante a tarde o meu pai vai a casa ver como ele está, mas durante a tarde tem a empregada que ele gosta muito. Todos brincam com ele, com o meu pai nem levanta o pio, aí sabe quem manda, com a minha mãe também , com o meu irmão há simplesmente brincadeira (o meu irmão quer sempre brincar com ele não o larga..), comigo é aquelas situações, não sei se é por dar muito mimo pois quando tem medo de alguma coisa vem a correr para o meu colo, quando encontra algum objecto vem para o meu colo mostrar, mas quando tenho que me impor ele não gosta..

- É um cão que tem bastante contacto com pessoas e adora crianças, sempre que vê alguem é um mimo, alguém que va la casa tem comitiva de boas vindas! Com outros cães é um bocado terrorial se algum se aproxima do espaço dele começa a ladrar, mas também é um bocado medricas, se algum se aproxima mais ele vai logo para tras das minhas pernas ou das do meu pai , entre ele e os outros caes de la ha tipo um pacto, uma delimitação de território, eles não vao ao espaço dele e ele não vai deles! Com outros animais (lá há ovelhas), ele é bastante sociavel põe-se tempos infinitos à beira delas a admirá-las, e a correr atras das borboletas é bastante sociavel!

Se calhar o problema sou eu, e da minha voz de comando nao ser muito boa.. so quando me levanto de repente (quando lhe digo por exemplo para sair de cima do sofa) é que ele me obedece..

Obrigada pela ajuda!
Cumprimentos:

Rute
_____________________________________

Rute:

Segundo percebi, só vai a casa aos fins-de-semana e os seus pais é que são efectivamente os educadores do seu cão. É isso não é?

O Wally, devido à sua idade ainda de cachorro, precisa de brincar e encontra em si o parceiro ideal para o fazer. As brincadeiras dos cachorros incidem fundamentalmente no acto de morder os irmãos, sem ferir, como forma a fortalecer o seu instinto gregário.

Instintivamente ele considera-a igual a si no posto hierárquico da sua matilha, e brinca consigo como se de um irmão se tratasse, justificando assim os arranhões nos seus braços. É uma situação que actualmente não é preocupante mas que poderá vir a tornar-se mais tarde, com o advento da maturidade (12, 15 meses).

O que tem a fazer agora é o seguinte:

-Vai continuar a brincar com ele da mesma forma, mas, assim que ele tentar mordiscar-lhe a roupa ou os braços, a Rute não vai permitir. Emite a palavra NÃO com voz dura e forte. Se mesmo assim ele não desistir, pega-lhe na pele de cima do pescoço e abana-lhe a cabeça vigorosamente, dizendo ao mesmo tempo a palavra NÃO no mesmo tom. Em relação ao rosnar, procede da mesma maneira.

-A sua atitude para com o seu cão vai mudar a partir de agora: até aqui tem sido permissiva e tolerante, doravante vai estabelecer na vossa relação regras e limites a que ambos vão ter que obedecer.

REGRAS:

-O cão é sempre o elo mais fraco da sua estrutura familiar. É o elemento de menor nível na vossa hierarquia, tendo que ser tratado como tal.
-Quem define e impõe a disciplina é sempre o humano, o cão só tem que a aceitar e cumprir.

LIMITES:

-No sofá e cama dos donos cão não se instala. É dos poucos lugares interditos ao cão.
-As brincadeiras têm como objectivo fortalecer o instinto gregário do cão. Ele tem que saber até onde pode ir. Ferir ou estragar são situações intoleráveis que podem quebrar as relações de confiança mútuas.
-Limite é, igualmente, tudo o que o dono considerar que é abuso do cão, sendo imediatamente reprimido.

Deve adoptar estes conselhos o mais rapidamente possível, podendo, se o não fizer, caminhar no sentido irreversível da destruição da relação, que se quer equilibrada e de respeito mútuo, com o seu cão.

Sílvio Pereira
__________________________________

Obrigada Silvio!
Nestes meses fui eu que lhe ensinei a fazer as necessidades fora de casa, o que foi muito compensador, pois ate eu estar de ferias ninguem o conseguiu fazer, era preciso tempo e dedicação. Sim quando estou em aulas vou so ao fim de semana a casa, e são os meus pais que estão com ele, e impõem limites. Vou fazer tudo o que disse, de certeza que vai resultar .
Acha que posso usar o clicker?
Obrigada pelas dicas!
Cumprimentos:

Rute
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Rute:

O clicker é uma poderosa ferramenta de trabalho que se utiliza como condicionador operante. Isto quer dizer, que é um óptimo reforçador mesmo que secundário. O som do clicker é sempre o prenúncio de prémio (reforçador primário).

Nesta fase o clicker não vai substituir a correcção do problema do seu cão, uma vez que para o corrigir vamos utilizar reforços negativos (a palavra "não" dura e seca, o abanar do pescoço, o ignorar o cão, etc.). O clicker ir-lhe-á dar uma preciosa ajuda para reforçar as acções positivas e aí pode utilizá-lo depois de obter os conhecimentos necessários para tal.

Disponha

Sílvio Pereira
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