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Socialização Intra-específica - Imprinting

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Socialização Intra-específica - Imprinting

Mensagem  floijdt em Dom 4 Jan 2009 - 4:52

Como considero as socializações (intra e inter-especificas) de extrema importância uma vez que são elas que marcam e definem a posição do futuro cão adulto perante a sociedade humana e perante a sua própria organização social enquanto espécie. Este artigo tem como público-alvo não só os proprietários de cachorros recém-adquiridos mas, fundamentalmente, alguns criadores que por vezes se esquecem de proceder a uma sociabilização correcta dos seus cachorros nestas duas componentes.

90% dos problemas comportamentais de cães, que chegam ao nosso conhecimento, têm origem numa deficiente, mal estruturada e até inexistente sociabilização efectuada nos períodos correctos da vida dos cachorros. Como tal, espero que este artigo, que será dividido em duas partes, vá contribuir para que possamos ter cães mais equilibrados de carácter e mentalmente mais sãos.

Artigo

“Imprinting - Conceito lançado pela primeira vez pelo naturalista Austríaco Konrad Lorenz (1903 – 1989) Prémio Nobel da Medicina em 1973 e considerado o pai da Etologia Moderna. Ele demonstrou que, no trabalho que realizou com gansos, estes seguiriam o primeiro objecto em movimento que encontrassem no seu meio ambiente, mal saíssem dos ovos, ocorrendo assim uma ligação social entre o pequeno ser e o objecto ou organismo que eles vissem em primeiro lugar. Foi o caso da experiência realizada pelo próprio Konrad Lorenz que ao criar uma ninhada de gansos cinzentos desde a oclusão dos ovos, os pequenos gansos o tomaram como sua mãe, seguindo-o incondicionalmente e, mesmo depois de se tornarem adultos, manifestaram sempre maior preferência por ele do que pelos outros gansos.

O comportamento de um animal, de qualquer animal, é o resultado da interacção de dois factores fundamentais: a genética e o meio ambiente, e em muitos casos é quase impossível separar o aspecto filogenético do ambiental. Um dos exemplos mais curiosos dessas influências no referido comportamento animal é o chamado “imprinting” (estampagem ou impregnação em português, apesar do termo, em si ser intraduzível).

O imprinting é a primeira e mais duradoura forma de aprendizagem. Graças a ela, o animal aprende a ser membro da sua espécie, enquanto estabelece relações com os de outra.

Em todas as espécies existe um período, denominado período crítico, durante o qual o factor ambiental é mais susceptível de influenciar o comportamento e é nesse espaço de tempo da vida do animal que a acção do imprinting resulta particularmente intensa e duradoura, tendo grande importância no desenvolvimento dos padrões ontogenéticos ou vitais.

O período crítico não é o mesmo em todas as espécies. Nas aves, por exemplo, por pertencerem a espécies precociais, o referido período emerge logo nas primeiras horas depois do nascimento, nos canídeos esse espaço de tempo inicia-se à terceira semana de vida, quando os cachorros começam a abrir os olhos, e a ouvir.

É importante que, nesta fase, a mãe esteja presente na altura do desenvolvimento sensorial dos cachorros, pois será ela o primeiro elemento que eles verão e será nela que se fixarão como pertencentes a uma determinada espécie.

Para a mãe também é extremamente importante esta fase, pois o desenvolvimento do comportamento maternal da fêmea está caracterizado pela aparição de um período sensível em que ela aprende a reconhecer as suas próprias crias assegurando, desta forma, que o instinto maternal se mantenha durante a época de amamentação.”
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