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Cão que "chora"

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Cão que "chora"

Mensagem  floijdt em Qui 5 Fev 2009 - 5:57

Bom dia,

Tenho um cão, o Tim que por vezes me aborrece por ser tão maricas. Este cão foi vendido em bebé. Durante o seu crescimento participei activamente no seu treino, e acompanhei-o de muito perto, foi um cão preparado para expos. Entretanto, devido a mudança de residência dos proprietários houve um afastamento de cerca de mais de um ano.

Voltei a ter contacto com ele, quando após o nascimento da bébé (dos proprietários) eu comprei o Simão de volta. Aí notei que ele tinha adquirido um hábito que me desagradou "chorava imenso".

"Chora" de alegria, "chora" de tristeza, "chora" de ansiedade ... Tenho tentado resolver o problema ignorando, mas não tem sido fácil ultrapassar esta situação.

Agradeço qualquer conselho que me ajude a ultrapassar esta situação.

Anabela
_____________________________________
Anabela:

Em primeiro lugar diga-me o que é que interpreta por "chorar" de um cão? Que tipo de ruídos faz? Quais as posturas corporais, posicionamento da cauda e das orelhas nessas situações. Só com base nesses dados poderemos diagnosticar esse comportamento anómalo. Se puder dê-me mais elementos acerca do percurso desse cão até chegar às suas mãos.

Um abraço

Sílvio Pereira
_____________________________________
Sílvio, é dificil catalogar o ruído, mas n é ganir, é como se quisesse falar (aqui sinto-me um pouco idiota )
As posturas corporais são várias. Faz isso, abanando-se ao mesmo tempo, porque quer atenção, mas o que me baralha é que tanto faz por felicidade, como por infelicidade. E pensando bem, faz sempre com o corpo em movimento.

Na casa dos donos havia um Beagle, mais velho que ele, que entretanto foi dado meses antes do Tim vir para minha casa. O Beagle era quem mandava. Recordo-me que nessa altura, a dona dele me dizia que desde que o Gaspar se tinha ido embora, que o Tim estava mais maricas que nunca.

Como eu disse anteriormente, ele começou desde cedo a ser preparado por mim para expos, ou seja, punha-se correctamente em posição, deixava que o juiz lhe mexesse, uma postura fisica correctissima, etc.
Desde que voltou para mim, tento colocá-lo em posição, e ele de imediato se põe em posição de submissão no chão.

Ele não foi um cão maltratado, pelo contrário, foi demasiado mimado e os donos nunca foram pessoas que exercecem muita autoridade, tratando-o como se ele fosse um bébé. É um cão muito atento, que adora trabalhar, mas se lhe levanto a voz, baixa-se de imediato (até 1 ano de idade não era assim). Tanto que gostava de o voltar a levar a ringue, mas assim n vale a pena.

Anabela
______________________________________________

Vou socorrer-me das teorias de três grandes etólogos que definiram o gemer canino, da seguinte forma:

“ Os gemidos são os sons que utilizam os cachorros para chamar à atenção.
• Quando um cão se sente emocionado ou desamparado, gemerá para chamar à atenção. Pode parecer de boceja.
• Quando está stressado, assustado ou preocupado emitirá ganidos repetitivos e agudos que se podem entercalar com ladridos estridentes”. (Dr. Matthew hoffman – Dogspeak)

“ O gemido é uma linguagem acústica de comunicação. É um som prolongado de alta frequência normalmente associado à ansiedade, à submissão, à insegurança ou ao medo” (Dr. Roger Abrantes – Dog Language, A Encyclopedia of Canine Behaviour)

“Os gemidos podem ser utilizados como uma função social e como expressões de dor ou alegria. São as expressões menos evoluídas dentro das vocalizações caninas. Assim, um gemido acompanhado de movimentos horizontais da cauda, indicam sempre alegria ou vontade de jogar.” (António Pozuelos – Manual de Etologia Canina)

Analisando todas estas teorias e o que me disse em relação ao percurso do cão e a alteração que se exerceu no seu comportamento durante a permanência com os donos e o Beagle, cheguei à seguinte conclusão:

Existem vários factores que podem ter tido influência na alteração de comportamento do Tim. A primeira e talvez, etologicamente, a mais importante foi a introdução do Tim numa comunidade onde já havia um membro da sua espécie, socialmente mais importante; o Beagle. Este teve um papel importante na formação da personalidade do Tim, tornando-o submisso. A organização social e hierárquica estava perfeitamente estabelecida e na paz dos deuses. Eis que acontecem duas situações que vieram alterar substancialmente o estado de coisas: o nascimento do Bebé e a saída do Beagle da estrutura social do Tim. Este viu-se de um momento para o outro sem referências de liderança e, ao mesmo tempo, deixou de ter a atenção que os donos lhe costumavam dar, sendo esta dada, quase por inteiro, ao novo membro da família.

Daí a transformar-se o Tim num cão, submisso, inseguro, e carente (maricas, na expressão dos donos) foi um passo e assim demonstrar toda essa insegurança através deste tipo de vocalizações típicas de um cão com este traço de personalidade.

O trabalho a realizar agora vai ser penoso, moroso e vai obrigar o dono a ter muita paciência e disponibilidade. E esse trabalho é exactamente relançar-lhe a autoconfiança através dos procedimentos que já indiquei noutro tópico deste fórum, mas sugeria que fosse substituído o churro por outro motivador, como por exemplo a comida ou uma bola de ténis, sempre com a ajuda fundamental do clicker.

Sílvio Pereira
_________________________________

Sílvio,
muito obrigada pela explicação.

Tenho estado doente desde a semana passada, e ainda estou em recuperação. Mas, a partir de 2ª feira irei começar a trabalhar o Tim seguindo as suas indicações, e irei colocando a evolução ou não.

Ele adora bolas de ténis, eu vicio sempre os meus cães nesse objecto desde pequenos, por isso para ele será motivador.

Obrigada
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floijdt

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